terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

VIVENDO COMO UM REDIMIDO DEVE VIVER

Tito 2.11-15

Perguntaram certa vez a um alpinista e guia de alpinismo se ele pensava que os alpinistas têm o desejo de morrer. A esta pergunta ele respondeu que, na verdade eles têm o desejo de viver, e viver intensamente, e que, por isso, o risco vale a pena. E ele complementou dizendo dele mesmo que quando a hora de sua morte chegar, o que ele não quer é descobrir que não viveu[1].

Esta história me fez pensar no fato de que muitas vezes nós, os crentes, passamos exatamente por essa experiência que esse alpinista não desejava para si. Não vivemos como deveríamos viver, como um redimido deve viver, e quando o fim dessa experiência terrena se apresenta diante de nós, vem vindo em nossa direção, então nos damos conta e queremos viver em alguns dias ou semanas aquilo que não vivemos durante uma vida inteira. E, via de regra, só o conseguimos em parte, quando conseguimos, porque a enfermidade já não nos permite a integralidade desta vida.

Deus, em Sua Palavra, apresenta-nos o tipo de vida que um redimido deve viver. Um redimido é alguém em cuja vida o reino de Deus chegou, e, se o reino de Deus chegou, essa vida deve ser agora dirigida pelas regras desse reino.

Você é um redimido? Se a sua resposta é sim, então saiba que sua vida agora não deve mais ser dirigida pela sua própria cabeça, mas pelo Rei do reino do qual agora você faz parte; sua vida não deve mais ser dirigida pelas regras da sociedade, sua vida não deve mais ser dirigida pelas suas necessidades ou desejos, sua vida não deve mais ser dirigida por o que ou quem quer que seja, nem mesmo você, senão o Rei do reino do qual você agora faz parte.

Você é um redimido? Sua vida tem sido assim dirigida por Deus, por Jesus, pelas regras do reino celestial?

O nosso tema para esta manhã é VIVENDO COMO UM REDIMIDO DEVE VIVER.

Agora quero que você feche seus olhos e diga, refletindo, com sinceridade: eu quero viver como um redimido deve viver. Diga isso com sinceridade, como uma oração a Deus. 

Agora vamos ler o texto bíblico:
“(11)... a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens, (12) ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente, (13) aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo, (14) o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. (15) Fala disto, e exorta, e repreende com toda a autoridade....” (Tito 2:11-15 RC)

Nesse pequeno trecho da Palavra de Deus encontramos duas mensagens importantíssimas, para as quais faremos bem em atentar. A primeira está no verso 11 que fala sobre a manifestação da graça de Deus no mundo, trazendo a salvação a todos os homens, e a segunda está nos versos 12 em diante, que aponta-nos a maneira como os redimidos pela graça devem viver.

Pensemos nessas duas mensagens em separado.

1. A Graça de Deus se Manifestou e Ainda Está em Operação Colocando a Salvação ao Alcance de Todos.
“... a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens...”

A Graça de Deus se manifesta trazendo salvação, diz Paulo, e essa salvação não é só para alguns, não é só para os judeus, mas para todos quantos a quiserem receber.

Algum de vocês sabe o significado de “graça”?

Graça é “favor imerecido”; graça é a manifestação da bondade misericordiosa de Deus para conosco que faz com que Ele a nós, que merecemos o inferno, ofereça o céu como herança. E essa manifestação da bondade misericordiosa de Deus se torna mais grandiosa ainda pelo fato de que, para que ela se tornasse possível, Ele teve de oferecer seu próprio Filho em sacrifício na cruz como preço do nosso resgate.

Você é salvo pela graça! Você é redimido pela graça! Você permanece em Cristo pela graça! Tudo quanto você tem e é em Cristo, você tem e é pela graça! Você não merece nada que venha de Deus a não ser em Cristo, a não ser pela graça.

Você estava perdido, caminhando a passos largos para a perdição eterna, até que a graça de Deus em Cristo se manifestou na sua vida e o salvou.

Ore; agradeça a Deus pela salvação que você não merece, mas que Ele te deu em Jesus.

A graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos os homens. Muito bem! Isso significa que você foi redimido pela graça e que sem a graça de Deus em Cristo você estaria eternamente perdido.

Agora note que a graça de Deus tem se manifestado trazendo salvação, mas esta salvação não é só para você. A salvação que a graça traz é para todos. É certo que somente o que crer será salvo, mas a salvação é para ser oferecida a todas as pessoas, e a bíblia é clara em dizer que o agente de Deus incumbido de apresentar / oferecer esta salvação trazida pela graça é aquele que já foi redimido; você, portanto! Quantas pessoas perdidas você conhece? Muitas, certamente! E ainda tem aquelas que você não conhece, mas que estão próximas a você, morando na rua onde você mora, no bairro onde você mora. A quantas dessas pessoas você já anunciou as boas novas da salvação possibilitada pela graça de Deus em Cristo Jesus? Quanto esforço você já fez em prol da evangelização delas?

Vamos à segunda mensagem do texto, que é:

2. A Maneira Como Um Redimido Pela Graça Deve Viver Neste Mundo
Claramente a Palavra de Deus neste trecho diz que:

2.1. Um redimido deve viver uma vida de renúncia à impiedade e às concupiscências mundanas – “... ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas...”

a) Impiedade – Entendemos, normalmente, impiedade como sendo maldade. E não está errado. Entretanto, mais que isso, e também incluindo isso, impiedade é falta de reverência para com Deus. Todos os pensamentos e todas as ações, ainda que aos olhos da sociedade não errados, mas que são contrários a Deus, estão em foco.

A maldade é falta de reverência para com Deus, mas há muitas coisas que não se constituem em atos de maldade, pelo menos socialmente falando, cuja prática, entretanto, se constitui em essa falta de reverência para com Deus. Por exemplo, um remido lidar relaxadamente com as coisas de Deus, com a igreja local da qual ele faz parte, negligenciar a oração, o estudo da Palavra de Deus, a evangelização..., pode não ser uma maldade em termos sociais, ainda que espiritualmente o seja, mas é uma falta de reverência para com Deus e, portanto impiedade.

Deus abomina a impiedade. Além do nosso texto inicial, para confirmar isso poderíamos citar Romanos 1.18, onde lemos que do céu se manifesta o juízo de Deus sobre toda a impiedade dos homens.

b) Concupiscências mundanas – O Dicionário Bíblico Almeida define concupiscência como sendo “o forte e continuado desejo de fazer ou de ter o que Deus não quer que façamos ou tenhamos”[2]. Esse forte e continuado desejo é a respeito de coisas deste mundo. Essas “coisas desse mundo” nem sempre são más em si mesmas, mas se tornam más quando são contrárias à vontade de Deus para as nossas vidas.

2.2. Um redimido deve viver sóbria, justa e piamente – “... vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente...”

Um redimido deve viver de maneira sóbria, e isso significa que ele deve viver com seriedade, levar a sério a santificação, viver com autocontrole, sem se deixar arrastar pelas paixões mundanas, sem se deixar “embriagar” pelas coisas desse mundo.

Um redimido deve viver justamente, de uma maneira que ele dê evidências de que realmente recebeu a retidão de Cristo.

Um redimido deve viver piamente, e isso significa que ele deve viver reverentemente diante de Deus. Em todo o lugar onde ele estiver ele deve viver respeitosamente, sabendo que está na presença de Deus.

2.3. Um redimido deve viver na expectativa do retorno de Jesus – “... aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo...”

Aguardando... É como se ele estivesse à porta, esperando ansioso por quem vai chegar, para dar as boas vindas...

2.4. Enfim, um redimido deve viver de uma maneira que fique evidente que ele faz parte de um povo diferente, um povo purificado de seus pecados, um povo especial de Jesus, um povo zeloso em viver segundo as regras do Rei do reino que agora se faz presente em sua vida, e deve anunciar aos outros que lhes é possível também fazer parte desse povo, que a salvação está disponível, pela graça, em Jesus – “... Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniqüidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. Fala disto, e exorta, e repreende com toda a autoridade...”

Conclusão
No último fim de semana, no Congresso Transformar 2008, ocorrido aqui em Foz, ouvi muito e me marcou muito a afirmação de que agora que o reino de Deus chegou tudo é diferente: quem reina agora, de fato, é Cristo. Se o reino de Deus chegou na minha casa, então Cristo é quem manda ali; se o Reino de Deus chegou na minha igreja, então Cristo é quem é a autoridade absoluta ali; se o Reino de Deus chegou na minha vida, então quem é que manda nela, que a dirige? Cristo!

Pois bem, se você é um redimido, isso significa que o Reino de Deus chegou na sua vida, e isto significa que quem manda agora é Jesus. E diante disso só me resta incentivar-lhe a refletir se você, como redimido, tem vivido segundo as regras do Rei do reino que agora se faz presente em sua vida. Quais são essas regras? São essas nas quais acabamos de refletir juntos, ainda que uma tanto quanto superficialmente. Viva isso, manifeste isso diante dos homens, não tenha nenhuma timidez em manifestar o fato de que quem reina em sua vida, quem manda em absoluto, quem governa a sua vida e dirige os seus passos é Jesus. Você pertence ao reino de Deus! Agora! E para sempre! Manifeste isso! Não esconda! 

Concluo contando uma história para refletirmos: Na noite do domingo de Carnaval, um rapaz evangélico, que nunca disse nada no local de trabalho sobre suas convicções religiosas, está indo para igreja de terno, gravata e Bíblia debaixo do braço, quando passa por colegas da firma. Eles já estão meio bêbados, sentados numa mesa de bar, mas um deles o vê e aproveita para provocá-lo: - Rapaz, que beleza essa sua fantasia de crente, hein? Sente-se aqui e beba um pouquinho com a gente![3]

Pr. Walmir Vigo Gonçalves – Abril de 2008
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[1] Osvaldo Carnival – Incluso no e-book de sermões e ilustrações do Pr. Walter Pacheco

[2] DBA – Em a Bíblia Online – SBB

[3] História inserida no e-book de Sermões e Ilustrações – Pr. Walter Pacheco.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Uma exortação para que haja ordem e decência nos cultos

"Tudo, porém, seja feito com decência e ordem" (I Co 14:40)
O Apóstolo Paulo exorta desta maneira a igreja de Corinto que precisava aprender que a ação do Espírito produz ordem e e decência, e não bagunça e confusão. A liberdade do Espírito não é incompatível com a ordem e a decência deste mesmo Espírito, pois "Deus não é Deus de desordem" (1Co 14.33). Portanto, toda desordem no culto não é de procedência divina. Sabedores disto, cabe aos pastores botarem ordem na casa, não permitindo que o culto seja enrolado e descontrolado. Assim como Paulo estabeleceu regras para o bom andamento do culto, devemos nós fazer o mesmo.
Alguns exemplos de coisas que devemos evitar em um culto:
O culto deve ser objetivo, enxuto, sem vãs repetições.
Cada participante deve possuir uma clara consciência da integridade do culto para não invadirmos a área do outro.
Um dirigente de culto e um líder de louvor não devem fazer comentários bíblicos prolongados, visto que já teremos um pregador e nem muito menos devem fazer apelos, isto quebra as pernas do pregador que também pode ter planejado o mesmo. Isto é confusão e não unção! Dirigentes de culto e de louvor devem ser humildes para limitarem-se ao seu papel. Devem obedecer o tempo estipulado para eles.
A ação do Espírito é qualitativa e não necessariamente quantitativa no que diz respeito a duração do culto. Não é a quantidade de hinos, oração, minutos de pregação que farão de um culto uma verdadeira bênção, mas, sim, a qualidade destas ações! Um sermão curto é geralmente preferível por produzir melhores resultados, pois não é pelo muito falar que seremos ouvidos, como ensinou Jesus a respeito da oração e que se aplica a pregação e ao louvor: "e, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos" (Mt 6.7). Quão frequentemente desobedecemos este mandamento do Senhor! Quanta vã repetição em nossas orações, em nossos louvores e em nossas pregações! Quanta desordem em nossos cultos! Ouçamos o que diz o Senhor! Ordem e decência é mandamento do Senhor (1Co 14.37).
Não sejamos enrolados e repetitivos tornando o culto chato e cansativo. Não vamos permitir também longos testemunhos que só fazem é cansar e irritar o povo. Nós pastores somos responsáveis por controlar cada ato do culto. Algumas de nossas igrejas tem tomado a sábia decisão de solicitar aos membros da igreja que comuniquem por escrito ou pessoalmente o seu testemunho ao pastor que se encarregará de transmitir a congregação de modo bem objetivo e dinâmico!
Devemos cuidar também para que não haja lacunas entre um ato e outro do culto. Todos os participantes devem ser devidamente orientados a respeito de quando se dará a sua participação para estarem prontos para fazer isto assim que chegar a hora sem que sequer seja necessário serem anunciados. Cada participante deve se ater a fazer apenas aquilo para o qual foi designado. Por exemplo, alguém que foi chamado para cantar, não deve ler a Bíblia, orar e ficar falando. Cante! Por falta deste cuidado, muitos cultos são chatos e enrolados, pois cada um que participa quer falar além da conta. Falta aí aquele tal de "si mancol" e o pastor é culpado por permitir tais excessos.
O dirigente de louvor não deve ter a liberdade de fazer um culto dentro do culto, ou seja, não deve ele ignorar a integridade do culto, devendo ater-se simplesmente ao seu papel como parte de um todo que deve ser harmonioso. Um dirigente não deve ler a Bíblia, pregar, orar, fazer apelo e ficar repetindo desnecessariamente as canções ou partes delas. A menção de um versículo, uma oração curta e um comentário bem objetivo, coisa que caiba dentro da introdução natural das próprias canções é aceitável, mas o que passar disto... Deve tomar também o cuidado para que o período de louvor não seja longo e cansativo. Mais uma vez, a qualidade é mais importante que a quantidade. Cuidados devem ser tomados para que as canções possuam boa teologia e que haja um bom planejamento e ensaio para apresentar o melhor para o Senhor, evitando canções que o povo já está cansado de cantar e aquelas que o povo parece não ter muito apetite para cantar. Sensibilidade e bom-senso se fazem necessários para escolha de um bom e variado repertório. Os músicos e cantores devem saber que a igreja é que tem a prioridade. Eles não estão ali para se apresentarem para a igreja, mas para levarem toda a congregação a adorar em Espírito e em Verdade. Cuidado com o volume dos microfones e instrumentos para que não sufoquem a voz do povo de Deus. A congregação precisa se ouvir cantando!
A Ceia do Senhor também precisa ser planejada para que aconteça da forma mais organizada possível, remindo o tempo na hora da distribuição dos elementos. Busque a forma mais prática de fazer isto. Procure conversar com colegas para saber como é que eles estão fazendo em busca de conselhos que possam agilizar o processo. Pense também em pegar uma das canções ou hinos que estariam comumente programadas para acontecer durante o momento de adoração para colocá-la no momento da distribuição da Ceia, buscando aquela que seja adequada para o momento. Além disto, em um culto de Ceia, você pode orientar a congregação a se valer do momento de prelúdio do culto para que façam as suas orações de confissão. Desta forma, a Ceia pode muito bem ser o primeiro ato do culto. Que ninguém se atrase mais para o início do culto!
Por falar nisto, exorto aos pastores que comecem o culto pontualmente, nem um minuto mais nem menos. Jamais nos atrasemos para o nosso encontro com o Senhor como Igreja. Não vamos deixar o Senhor esperando! Isto faz parte da ordem e decência devidas ao culto sagrado! Não sejamos relapsos!
Queremos aprimorar a qualidade de nossos cultos sem perder a unção. Queremos aperfeiçoar nossa pregação, nosso louvor e nosso ensino. Queremos ser uma igreja que prima pela excelência em tudo o que faz. Para isto precisaremos rever o que fazemos para ver como podemos aprimorar.
No amor do Senhor,

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

2018

Enfim 2018,  nos últimos dias do ano que passou, alimentamos muitas expectativas sobre a chegada do novo ano. Quantos sonhos,  desejos, e, eu diria até necessidades, enfim ele chegou.
E agora, o novo chegou, como será?
Tudo parece igual, somos os mesmos, fazemos as mesmas coisas, o que mudou?
Nada mudou, a não ser o calendário e nada vai mudar se nós continuarmos os mesmos, se fizermos as mesmas coisas do ano passado.
O ano novo deve nascer primeiro dentro de nós, devemos fazer um reveillon na nossa vida interna para mudarmos a vida externa.
Da minha parte, em 2018 vou tentar ter a disciplina para corrigir ou pelo menos amenizar os meus defeitos.
Defeitos que,  ano após ano, venho repetindo e praticando, mas que no raiar deste novo ano decidi enfrentar pra valer. Vamos nos melhorar um pouco em 2018.
Vamos valorizar a família e os amigos verdadeiros,  e entre estes amigos vamos priorizar o mais verdadeiro de todos,  Jesus.
Feliz ano novo...com mudanças no intimo.